Os Pontos turísticos de Antonina, sejam dos mais clássicos até os menos tradicionais, são todos lindos e uma excelente opção de viagem pertinho de Curitiba, com muitas descobertas e surpresas.
Localizada no litoral histórico do Paraná, Antonina é pequena, charmosa e aconchegante tanto quanto Morretes – uma dobradinha que vale a pena, já que apenas 18km separam uma da outra.
A maioria dos turistas acaba ficando meio ou 1 dia apenas… já vale, mas tenha certeza que, se puder ficar um pouquinho mais, 2-3 dias, com as dicas deste post vai valer a pena!

Também vou deixar sugestões de onde ficar na cidade no final do texto, assim como alguns lugares para comer!
Vou dividir os Pontos turísticos de Antonina em clássicos e além do tradicional, mas antes, não poderia deixar de mencionar que o caminho para chegar em Antonina já é o início de sua viagem.
Se você partir de Curitiba, como a maioria das pessoas fazem, vale muito a pena ir ou alugar um carro e descer em um passeio lindo pela Estrada da Graciosa, onde você poderá fazer várias paradas: como o primeiro mirante que tem vista para a Baía de Antonia (se o tempo estiver aberto), o Recanto Rio Cascata que tem uma queda d’água, e a Ponte de Ferro, com o visual lindíssimo do Rio de Pedras.

Além destas paradas, há diversos quiosques com lanches e produtos locais – amamos comer um pastel com caldo de cana com esse visual, e garantir uma farinha para barreado e bala de banana.
Bem no final já da estrada há um pequeno espaço temático com maquetes que contam a história do Paraná e da região chamado Higeospar, que pode ser bacana visitar também.
Chegando depois da descida da Serra na Cidade, partiu conhecer os Pontos turísticos de Antonina:
Antonina Clássica

Baía de Antonina: O visual da baía de Antonina é um verdadeiro cartão postal, com o mar tranquilo entre as montanhas da Serra do Mar e sua mata atlântica.
É possível visualizar a baía em vários pontos, mas os mais icônicos definitivamente estão nos arredores do trapiche, onde é possível caminhar, apreciar e curtir o visual. Pode até ser que tenha algum passeio de barco na hora em dias mais movimentados, mas não é garantido.
Ao lado do trapiche também está o pequeno mercado municipal com um restaurante, lembranças turísticas e produtos locais, com destaque para as balas de banana típicas de Antonina. A mais tradicional é a “do papelzinho verde” que existe há décadas, mas a bananina também ( vou mencionar dela um pouco mais depois), ambas são muito boas.

Além disso, ali no trapiche também tem um letreiro da cidade. Um pouquinho antigo, mas vale registrar a foto… nele e ao redor, que costuma ter flores e vegetação que deixa tudo mais bonito.
Centro histórico: A baía de Antonina está praticamente integrada ao centro histórico (e as Ruínas do Armazém Macedo que falo a seguir), e assim fica fácil de visitar tudo andando – apenas a questão da acessibilidade que não é a ideal, por se tratar de ruas e construções mais antigas.
O centro histórico de Antonina é muito bonito, com casinhas coloridas, flores e cantinhos bem charmosos.

Algumas casinhas claro estão melhor conservadas do que outros, mas de forma geral, o que vale mesmo é andar entre suas pequenas quadras para apreciar a arquitetura e cantinhos históricos deste que é um dos principais pontos turísticos de Antonina.
Tem dois destaques que dou:
- Pharmácia Internacional: Existe desde 1911 e é farmácia mais antiga do Paraná. Ainda que os medicamentos sejam os usados atualmente, sua fachada e todo seu mobiliário interno é antigo, com móveis em madeira escura e muito bonitos de observar. É realmente muito legal essa viagem no tempo e de ver um comércio em funcionamento que mantém suas origens até hoje!
- Theatro Municipal: Um espaço fundado há décadas com cadeiras almofadas, que tem uma fachada muito bonita e ainda é usado para alguns eventos – como o Festival de Inverno da cidade, um evento muito legal que acontece em julho e é uma opção para a época. Poderia estar melhor conservado, mas tem seu valor e história e vale apreciar.

Ruínas do Armazém Macedo: Este antigo depósito de erva-mate resistiu ao tempo, e é uma construção muito bonita de tijolinhos, que se tornou um museu com galeria de arte.
As ruínas do Casarão são tombadas pelo Iphan e tem vários cantinhos super bonitos e estilosos, além de ter mais uma visão da Baía.
Confira os horários de visitação, pois costuma fechar em horário de almoço e não se estende por um longo o horário sua abertura, mas… é uma visita rápida, porém que vale a pena!

Balas de Banana: Não dá pra sair de Antonina sem ao menos provar uma balinha de banana… aliás, pelo menos comprar um pacotinho delas.
A tradicional Bala de Antonina, a verdinha, tem pontos de venda em toda a cidade, mas não há uma loja ou visita a fábrica até o momento deste post… pode ser que aconteça.
Mas, a outra marca local, a Bananina, tem uma loja de fábrica muito legal, e que são permitidas visitas e degustações.
A loja não apenas possui a bala tradicional, mas vende produtos na temática de banana (sim, saímos com uma pelúcia kkk) e lembranças de viagem, e balas saborizadas, como banana com amendoim – minha favorita, canela, pimenta e goiabada. Prove todas e garanta seu pacotinho. Tem que passar na loja na ida ou na volta (cuide com o horário) da viagem.

Ponta da Pita: A Ponta da Pita fica já uns 15 minutinhos do centro, e é um cantinho com um visual diferente da baía e da Serra do Mar. Ali tem lanchonete e restaurante também, e um pequeno acesso (nem dá pra chamar de trilha, coisa de 5 minutos andando) onde você chega nas grandes pedras e consegue ter uma visão bem legal do mar e da paisagem, e onde também possível observar pássaros da fauna local… com sorte, vai que a aparece um boto por ali também!
A Ponta da Pita é um espaço de lazer, também tem seu letreiro, quadras de areia, e apesar de ter quem tome banho, não costuma ser recomendado devivo a balneabilidade não ser das melhores. Mas pra ver e conhecer é boa pedida!

Passeio de Trem: Não estou falando do tradicional trem da Serra Verde que desce até Morretes, mas há um passeio de trem menorzinho em Maria Fumaça, que vai de Morretes para Antonina e vice versa. É da Associação de Ferroviários que tem outros passeios de locomotivas clássicas no Sul do Brasil, incluindo o Trem da Serra do Mar entre Rio Negrinho e Corupá em Santa Catarina, passeio muito bacana que nós já fizemos também.
É um trajeto mais curtinho, e reto, passando pela mata e paisagens entre as cidades, e ótimo para as crianças, já que não é longo. Tem a opção de retornar de uma cidade para a outra com ônibus no término, ou somente ir de uma para a outra.
Antonina além do tradicional
Antonina tem uma área grande de natureza mais fechada e comunidades mais distantes do centro, com pequenas propriedades rurais, e passeios que acontecem em especial no Vale do Gigante, com visuais lindíssimos.
Um opção bem legal é fazer um Passeio de Caiaque pelo rio, já adianto que é um passeio para o dia todo, mas que é uma experiência que com certeza é único, com uma empresa especializada.
Na natureza de Antonina, é possível conhecer Cachoeira a Cachoeira do Saci, e bem pertinho dela tem uma hospedagem em Vila daquelas que respira natureza para quem realmente quer relaxar em um lugar lindo, o Grajagan Mata Atlântica, com opções de quartos completos e muito confortáveis.

Onde ficar em Antonina
As opções que serão mais práticas estão no centrinho, e a minha melhor indicação com certeza é ao Camboa Antonina. Apesar de não ser tão grande, é um hotel com provavelmente a maior estrutura da cidade, tem piscina (e Antonina é uma cidade bem quente, em especial no verão, cai muito bem – não esqueça o protetor solar) e é boa pedida.
Não nos hospedamos lá, mas conhecemos o Camboa Paranaguá que é do mesmo grupo e tivemos uma boa experiência.
Outra opção é a colorida Pousada das Laranjeiras, que também tem piscina e boas recomendações das avaliações de viajantes, além da boa localização.
E na falta, ainda se hospedar em Morretes também é boa alternativa, é pertinho e tem um pouco mais de opções do que em Antonina.

Onde comer em Antonina
Em Antonina, os pratos clássicos são ou o tradicional Barreado – prato de carne desfiada que comemos com farinha, arroz, laranja e banana da terra que é típico do litoral paranaense – ou frutos do mar, incluindo peixe e camarões. Para ambos os casos existem opções bacanas na cidade.
Um dos mais conhecidos é a Caçarola do Joca, que é bem frequentado e está bem perto do trapiche, mas geralmente funciona apenas nos finais de semana e feriados.
Nós comemos no Le Bistrô, que tem o cardápio que mencionei, e comemos um delicioso prato de frutos do mar com casquinha de siri, peixe, camarão, fritas e pirão, que serviu muito bem a família toda, também no centro.
Além destes, nesta mesma região, os restaurantes Brisa do Mar e Baía Douro são bem avaliados também.
Agora que você já conhece os Pontos Turísticos de Antonina, e as dicas gerais, já pode montar seu roteirinho, escapada ou o que mais desejar na cidade. Partiu? E use os links que coloquei neste post para fazer suas reservas que vai ser boa pedida!
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