Você faz todo plano de viagem, e seu cônjuge tem 2% de interesse… te frustra? Imagino que sim, e acredite, eu te entendo.
Apesar de sempre falar que viajar começa desde o planejamento, que é uma delícia envolver a família nisso, nem sempre marido / esposa tem o mesmo ânimo. Tive essa conversa com uma seguidora no Instagram do Turismo em Família que inspirou o post. É até mais fácil envolver as crianças do que eles… e não é que não gostem de viajar, mas preferem deixar esta parte contigo. São super parceiros durante, agradecem e adoram a experiência, mas nos planos… você sai na frustração!
Eu tive os dias que insisti pro meu esposo vir olhar os lugares, passeios e destinos de nossos roteiros… eu começava a falar de um monte de lugares e repente, lá estava o meu cônjuge vendo carros no instagram dele…
Se você se identificou, depois de refletir, e viver momentos assim, mudei a expectativa. Deixo então um conselho: não obrigue seu parceiro (a) fazer algo que não quer, de estar 100% a par dos planos, tá tudo bem! Cada pessoa tem seus interesses, e precisamos dar esse espaço.
Claro que é importante a família ter um conhecimento geral, mas os detalhes não precisam ser dos dois não. Você pode perfeitamente saber cada rua do mapa de seu roteiro, direções, serviços contratados, e ele ou ela ter um panorama geral.
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Ainda assim, tenho uma sugestão que funcionou por aqui: peça para seu cônjuge planejar as coisas do próprio interesse – coisas que ele/ela goste dentro do contexto da viagem. Por exemplo: aqui em casa eu sou dos passeios e roteiros, mas o marido curte gastronomia, muito mais que qualquer ponto turístico imperdível. Adora fuçar fotos e sugestões no Tripadvisor inclusive, pegar referências com conhecidos, porque o negócio dele é comida. Então, encarrego ele de encontrar lugares legais pra comermos, e incluo suas sugestões no roteiro.
Outros pontos não turísticos também podem ser parte disso, como alguma loja (aqui geralmente tem a da Harley Davidson e assim o envolvimento em geral flui melhor… às vezes até desperta um interesse maior no roteiro em si! Vai por mim, funciona
Na foto estamos nós 4 em Verona, Itália, uma cidade que não frustrei com o marido, mas continuo frustrada de ter passado tão pouco tempo nela! Ele não viu nada sobre o destino, mas ficou de olho em todas as portinhas gastronômicas no caminho, e foi bom!
Já passaram por isso? Me conte nos comentários, e espero ter ajudado vocês!
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Meu marido reside a trabalho na Europa há quase 2 anos e 1 vez por ano viajo para ficarmos juntos. Porém é um estresse muito grande porque gosto de conhecer museus, ir a teatros, mas se esses passeios envolverem dinheiro como guia ou algo assim, ele não quer participar, apenas conhecer por fora e, na maioria das vezes, acabo indo sozinha. É frustrante e, geralmente, não nos entendemos. E não adianta falar em planejar antes, fazer reserva financeira. Mesmo eu sempre pagando a minha parte, rachando tudo, ele reclama dos valores e não quer arcar com a dele. Para mim é um investimento; para ele, um gasto desnecessário. Muito difícil mesmo.
Quando os interesses são muito diferentes, já decidimos inclusive fazer algumas programações separados. Eu também amo história e museus, mas não é nada do interesse do meu esposo, e nesse caso aprendi a curtir sozinha, ou talvez fazer esse tipo de viagem com uma amiga ou outra pessoa da família. É pior forçar algo que não vai dar certo. Encontrar os interesses comuns para aí sim fazer juntos vale mais a pena. Talvez no seu caso, aquilo que é gratuito como parques e free tours, e outras ideias como shows, restaurantes, eventos… e tem que precise do tempo de toda uma vida para ver que o gasto de alguns é investimento para outros. Espero que vocês consigam encontrar o melhor equilíbrio de vocês!