Procurando o que fazer no sul da ilha de Florianópolis? Esse roteirinho deve te ajudar bastante, tem muitos lugares lindos e bacanas para conhecer nesta região da Ilha da Magia, e fizemos isso junto com as crianças de uma forma bem bacana.
Floripa Norte e Sul
Quando viajamos a primeira vez para Floripa, vi todas as possibilidades da capital catarinense e optei por fazer uma Roteiro na Região Norte – também disponível no blog. Foi ótimo, e achei as possibilidade mais kids friendly, com mais hotéis, estrutura, entretenimento e praias que considerei melhores para as crianças.
Inclusive não mudaria de ideia agora e se fosse pela primeira vez faria o mesmo, começando pela região norte, e depois tentaria ir para o Sul – inclusive trocando de estadias, as distâncias são longas!
Mas o fato é que eu fiquei com um gostinho enorme de quero mais, e não queria deixar de conhecer e aproveitar o Sul de Floripa. Essa região considero mais beleza natural, para curtir mais trilhas, praias e mirantes. Dá inclusive sim pra ir na maior parte do ano pra brincar, contemplar e aproveitar – não necessariamente entrar na água.

Também fomos com as crianças e também foi ótimo. Inclusive gostei destes lados porque fomos no final de janeiro, ainda alta temporada, e achei as praias ao Sul muito mais tranquilas do que outras.
Por exemplo, demos uma passada rápida em Joaquina, mais ao centro, e estava lotadíssima, o que não foi o caso das praias ao Sul. Sou do time sossego e gostei muito mais, inclusive porque as faixas de areia são bem extensas, espaço pra todo mundo!
Dito isso, e sem mais demora, descubra o que fazer no sul da ilha de Florianópolis com este roteirinho de 3 dias, que fizemos de carro – recomendo ir de carro próprio ou alugar, inclusive o aeroporto é nesta região também se chegar de avião – e depois ainda vou deixar mais algumas dicas extras:
O que fazer no Sul da Ilha de Florianópolis – Roteiro de 3 dias
Dia 01 – Nós chegamos na verdade a já noite em nossa Casa, então não vou contar como dia 01 essa parte, mas a partir da manhã do dia seguinte. Reservamos ela pelo Home Exchange – aquele sistema maravilhoso de troca de casas (explico aqui) que não pagamos nada em uma casa mais do que deliciosa na Praia do Campeche.
Essa casa foi uma grata surpresa e nos demos também que temos uma parceria porque eles também estão no Airbnb.

Basta andar alguns metros e atravessar a rua para já pegar um acesso de uma das vielas até a praia, menos de 5 minutos de caminhada.
Mas, se preferir uma pousadinha, café da manhã e um pouco mais de comodida nessa parte sul da ilha, gosto de ficar mais perto do Campeche mesmo ou bem mais pra baixo em Pântano do Sul, (porém fica um pouco mais longe de todas as outras praias) pensando em estrutura, mercadinhos e restaurantes.
Por ali no Campeche, algumas pousadas bem localizadas e avaliadas são a Pousada Ilha Faceira, a Pousada Old Beach, a Pousada Los Amigos Campeche e a Hospedagem Tulipane. Mas tem mais algumas boas opções por ali também.
Vamos ao que interessar e começar o que fazer no Sul da Ilha de Florianópolis!
Fizemos uma comprinha de café da manhã na Pão da Madre, uma padaria artesanal que dá para comer por ali, tem alguns patinetes elétricos para alugar por ali também, e passamos nosso primeiro dia na Praia do Campeche mesmo.
Fizemos uma caminhada gostosa, já que a faixa de areia ali é bem grande, de mais ou menos uns 40 minutinhos indo e vindo. Era temporada de férias e por isso vimos vários ambulantes indo e vindo com queijinhos coalho, carrinhos de bebidas, água de coco e essas comidinhas de praia que são a cara do Brasil.
Ali também vimos várias aulas de escolinhas de surfe acontecendo, pra quem tiver interesse, tem muitos instrutores por ali. Não fizemos aulas, mas aproveitamos um tempinho bem gostoso curtindo o mar, que é aberto mas não estava tão agitado (porém depende do clima, pode ficar mais sim), é bem transparente e clarinho. A praia é muito bonita e tem espaço pra todo mundo.

A Praia do Campeche também é um dos pontos de acesso para a Ilha do Campeche. É um dos pontos mais bonitos da Ilha, o plano era conhecer e ficar o dia entre a praia e a Ilha do Campeche, mas… não fomos principalmente pelo absurdo do preço.
Também tinha recém iniciado o agendamento – que não teria sido um problema, mas tem esse ponto – mas na continuação do post vou trazer detalhes específicos sobre a Ilha do Campeche.
Apesar desta mudança, curtimos a bastante a praia até a hora do almoço, e fomos até o centrinho na beira da praia que tem uns restaurantes e lanchonetes em uma rua pequenininha (não são muitos) e por indicação de nosso anfitrião, comemos no Pequeno Príncipe. Ali comemos um prato de peixe, mas tem um pouco de tudo, a la carte.

Eu não tinha ideia, mas se fala muito ali que o autor do livro clássico, Antoine de Saint-Exupéry, que era aviador, passou pelo Campeche utilizando uma pista do serviço postal da época, e fez amizade com pescadores, que o chamavam de “Zé Perri”. Há diversas referências e homenagens sobre isso por ali, incluindo nome de uma Avenida.
Nós então fomos em direção a ela para dar uma descansinha em casa. Fomos voltando por dentro, e ainda comemos um sorvetinho argentino artesanal muito bom no início do retorno. Por ali também estão os estacionamentos, alguns incluem ducha e banheiro, pra passar o dia.
Se você quiser o mais perto da praia, os preços estavam na faixa de R$ 50,00. Mas basta andar um pouco antes que você encontra por menos. Vi até de R$ 15,00 mas também por R$ 20,00 e R$ 30,00.

Fizemos uma pausa no sol a pino depois do almoço, e como não rolou a Ilha do Campeche, decidimos subir um pouquinho ao invés de ficar apenas no Sul.
Foram uns 20 minutinhos dirigindo onde passamos pela Lagoa da Conceição para chegar na diversão das Dunas da Joaquina. A lagoa também era boa pedida: tem pontos para fazer paddle e até suas próprias dunas, ainda que não muito altas, e subindo um pouco mais tem o ponto do mirante da lagoa. Mas, fomos direto para as dunas.
As dunas são para cansar um bocado entre sobre e desce para fazer sandboard ou descer sentado, curtir o visual dos dois lados: da lagoa e da praia da Joaquina, e enfim, se divertir um bocado. As crianças curtem super e todo mundo sai meio empanado, mas é muito divertido. Mas se prepare, o cansaço vem, a não ser que a academia esteja em dia!

Pouco mais a frente, continuando no caminho após as dunas, você estará na Praia da Joaquina. É bonita, mas não acho espetacular. Ainda que seja possível estacionar na rua, na alta temporada é muito cheio, e tem estacionamentos pagos também mais próximos da praia, pagamos em torno de R$15,00 a hora.
Dá também para deixar estacionado em frente as dunas, mas a caminhada vai ser uns 15 minutos, sendo subida no retorno. Se estacionou não recomendo tirar o carro de onde está, mas se a família eleger um herói pra somente ele retornar pegar o carro e depois só descer pegar todo mundo na hora de ir embora, é uma ideia kk.
Ali é o fervo temporada. Muita gente, várias lojinhas e alguns restaurantes e ambulantes de todos os tipos (preços carinhos do que estiver vendendo, beira da praia né). Não sobra muito espaço, e o idioma nativo já sabe… é o espanhol dos argentinos!

Ficamos um pouco ali, o mar não estava nem tão calmo e não tão agitado. Aproveitamos, mas curtimos mais a vibe do Campeche, e se tivéssemos ficado apenas nas dunas, já teria sido ótimo,
Outra opção seria aproveitar e voltar para a Lagoa da Conceição que dá pra banho também, que é bem mais tranquila de pública e boa com crianças, se você não fizer questão de ondas é da praia em si é claro.
Voltamos já no fim do dia, e depois de passar em um mercado no caminho, e nos arrumarmos, e fechamos o dia com o jantar. Comemos no Vizu Parrila, que era super fácil de ir de nossa casa caminhando.
O restaurante é muito bonito e charmoso, com mesas externas e internas, decoração estilosa, parque infantil, e com opções variadas, sendo o churrasco uruguaio o carro chefe da casa. Estava bem gostoso, no entanto não era barato, tem que colocar no orçamento.
Dia 02: Fizemos um dia mais aventureiro no extremo Sul da Ilha. Encaramos uma trilha um pouco mais pesada mesmo com nossas crianças: a Trilha da Praia de Lagoinha do Leste na maior parte do dia. Mas depois ainda deu tempo de curtimos um pouquinho da Praia de Pântano do Sul, e passarmos pelo Projeto Lontra e no Mirante do Morro das Pedras. Vamos por partes:

A partir da Praia do Campeche, demora entre 15 e 20 minutos de carro para chegar até Pântano do Sul. Você já verá algumas outras praias pelo caminho, incluindo a Praia de Matadeiro, que é uma outra opção de trilha para chegar até a Lagoinha do Leste.
Se´você for do time do relax, ou deixa a essa praia para outra oportunidade e pode direto curtir e passar boa parte do dia em Pântano do Sul – que continua até a praia da Solidão, ou talvez ver um passeio de barco para acessar essa praia (tem mais na temporada, não é tão comum como outros), que é daquele estilo mais rústico e de muita beleza natural com pouca gente lá.
Caso contrário, a outra forma é somente por trilha mesmo, e tem duas. Porém, seja como queira conhecer estes lugares, o repelente será um dos seus melhores amigos, não esquece, fez muita diferença e até emprestamos para uns argentinos. E água e o que achar que precisa em uma mochila prática.
A primeira opção, que ainda maior é fazer uma Trilha que se inicia pela Praia do Matadeiro, e sobe pelos morros que caminham contornando a Costa, até chegar a Praia de Lagoinha do Leste.
Essa trilha é aberta e caso o sol esteja forte e alto, vai ser ainda mais difícil, e no total ela é mais longa, ainda que seja lindíssima. O retorno é feito aí pela Trilha da Lagoinha do Leste pela Mata, que termina na Praia de Pântano do Sul. Se você não tem experiência, contratar um guia para fazer com você é bem interessante.

A segunda opção é fazer tanto a ida quanto a volta a partir da Praia de Pântano do Sul, que foi a nossa escolha por ser sempre na mata, um pouco mais curta, e com as crianças não pegarmos o sol alto se fosse o caso (mas acabou que o dia ficou nublado em nosso caso).
A trilha é de médio para dificil, por ser um bom trecho de subida e descida tanto na ida quanto na volta, o que exige certo preparo físico.
Mas, com calma também não impossível, afinal nós e muitas outras famílias estavam lá e fizeram a trilha – claro que tivemos protestos infantis, mas no fim eles ficam felizes de conseguirem completar o desafio. Também é possível e recomendado fazer a trilha com guia contratado.
Você irá de carro até Pântano do Sul onde tem alguns estacionamentos. Não mudam muito, se tiver banheiro, e tem alguns, é melhor pra quem fica na praia. Ali, você pergunta a rua onde tem o início do acesso da trilha, que tem uma placa identificando o início, e logo entrará na mata para a subida, é mais prático perguntar onde começa, vai por mim.

Então você vai subir, e não vai ser pouco. Acabamos fazendo por conta, e com calma. Não recomendo fazer se tiver chovido 1-2 dias antes, porque tem vários degraus de pedras e fica com certeza mais liso, fora terra e barro, mas fora isso, é ir com calma e cuidado que vai.
Demoramos cerca de 40 minutos até chegar ao meio da trilha. Nesse momento é uma bifurcação: ou você continua subindo mais um trecho até o Morro da Coroa, com uma visão maior e completa, ou você já desce para a praia.
Com as crianças, já descemos, mas o visual ainda mais alto é bem legal, já que nesse ponto ainda tem muita mata e o primeiro mirante tem uma vista bem menos panorâmica da praia, mas que ainda assim já é muito bonito logo que conseguimos ver! Fizemos tudo em 1h30 com eles, mas pode ser menos sem pequenos (e isso novamente na volta).

Chegando na praia, é curtir. O mar é mais agitado, então se quiser banho tranquilo, vale entrar um pedacinho a mais para ir até a Lagoinha mesmo, que você vai pelo meio da restinga, vale perguntar. Ali tem apenas um dois pequenos quiosques com snacks, lanches e água de coco, e muita natureza.
Mas, ficamos curtindo as ondas da praia mesmo e levamos uns comes e bebes que deram uma enganada na turma, antes de voltar pelo mesmo caminho e garantir o “tá pago” de academia do dia, mas foi bem legal essa superação deles.
Nem tínhamos saído direito da trilha era hora do almoço e a fome era grande. Na saída dela vimos o Restaurante Pico da Trilha e achamos os pratos bonitos e com ótimo preço, e deu bom. Comidinha, boa, saborosa daquele jeitinho bem brasileiro com salada, arroz, feijão, carne ou frutos do mar e e batata, com suco natural ou água de coco. Estava ótimo.
Dali descemos para a Praia de Pântano do Sul dar uma voltinha e relaxar depois do super rolê. E apesar da água geladinha, ali é a praia para quem não quer onda. Mar de enseada super calmo, pessoal faz stand-up paddle, caiaque e nada numa boa, e eu amo esse estilo.
Também achei a praia na medida, com algumas opções de comidinhas, sorvetes como um mini centro, tinha gente, mas não super cheia, e adorei. Praia que quero passar mais tempo, até porque o visual é lindíssimo entre montanhas e vale passar um tempo nela.

Já era metade da tarde quando começamos a retornar, e então fomos conhecer o Projeto Lontra. Essa é uma ONG que atua basicamente com voluntários na proteção e conscientização de algumas espécies de Lontra de nosso país, e precisa ir de carro, porque apesar de ter algumas placas, fica bem pra dentro e escondidinha.
Os horários de visitação são curtos, em parte da manhã, e parte da tarde, e fomos nesta segunda janela. No entanto, é uma visita curta, já que espaço não é tão grande assim. E as crianças ganharam um livreto bem bonitinho com informações e atividades, e por isso acho que vale na programação de o que fazer no sul da Ilha de Florianópolis.
Ali é simples, mas é sempre uma oportunidade legal de mostrar animais em projetos bacanas que tem esse cuidado, e vimos lontras, iraras e aprendemos algumas coisas mais. Tem uma pequena loja também e o projeto fica bem do lado da margem da Lagoa do Peri.

Um lindo visual da Lagoa do Peri pode sim ser visto a partir dos fundos do projeto. No entanto, não tem nem espaço e nem estrutura para aproveitá-la ali, como para banho ou qualquer atividade aquática. Mas, o visual pra conhecer vale sim.
Aliás, para a Lagoa do Peri, tem outros lugares fora do projeto onde pode ser feito isso, e inclusive em alguns anos ela já ganhou selo de bandeira azul.
Saímos do projeto, e fizemos uma última parada rápida no Mirante do Morro das Pedras, que fica mais fácil de acessar no sentido do retorno.

Esse mirante não é alto, mas é fácil de parar com várias vagas para estacionar, e ainda tem um pastel com caldo de cana para quem quiser um lanchinho com visual.
De fato ali não é praia justamente pelo tanto de pedras que dá nome ao morro, mas dá pra ver mais ao fundo Matadeiro e ter mais uma visão das belezas de mais um lado lindo da ilha da magia.
Já imaginam que a gente cansou muito nesse dia cheio. Por isso, voltamos pra nossa casinha, e pedimos uma pizza ali mesmo, fechando nossa programação do dia e quase toda a viagem!
Dia 03: O último dia foi pra acordar sem pressa depois de tanta aventura, arrumar malas, e aproveitar os últimos momentos em Floripa.
Nesse caso, optamos em curtir a Praia do Campeche mesmo. Seria uma opção fazer o passeio da Ilha do Campeche, mas não fizemos, e ficamos na praia na parte mais fora do centrinho e perto da casa até a hora de voltar, fechar o que faltava, e voltar para casa.
Dica final: Se tiver pelo menos 4 dias inteiros e quiser conhecer tanto norte como sul da Ilha, vale se hospedar em dois lugares diferentes: primeiro no norte, e depois migrar para o Sul da Ilha. Acredite, principalmente na alta temporada, você vai ganhar muito na logística!
Por que não fomos na Ilha do Campeche?
Olha, falta de vontade não foi, no entanto, em especial a partir de 2025 o acesso a Ilha mudou, e pra chegar até lá também não é barato na temporada.
Primeiro, para ir até lá, é necessário fazer um pré cadastro via Site da prefeitura neste link. Eles passaram a fazer controle de acesso e o cadastro é gratuito. No entanto, o número de vagas não é grande, e as coisas pelo menos quando tentamos eram confusas, e nunca tinha datas mesmo semanas a frente – o que espero que tenha melhorado.

Estando lá, e com o cadastro feito, você pode sair de um dos 3 pontos de saída para ilha, sendo a praia do campeche um deles (os outros são mais longos a travessia, mas também possíveis). Aí que a coisa complica, porque mesmo sendo uma travessia super curta de menos de 10 minutos a partir desta praia, o valor POR PESSOA era em torno de R$ 350,00.
Isso para passar um tempo em um local que, ainda que seja belíssimo e um dos lugares mais lindos do estado, não tem estrutura nenhuma (é área de preservação) e o transporte não tem nada inclusivo além do deslocamento.
Esse valor é da associação, não muda em nada na alta temporada e mesmo assim, tinha fila e vagas esgotadas – e estavam liberando via associação sem cadastro, então ainda tinha essa questão. E claro que isso varia com o clima, que se ruim não tem travessias.
Tem como ir com barco próprio ou algum passeio fora associação que ficasse mais em conta? Sim, no entanto, se você não tiver o cadastro pré-feito e reservado, a fiscalização tem aparecido e até fizeram isso de forma intimidadora mostrando armas, e expulsando as pessoas, o que foi uma loucura, e espero que não aconteça mais, já que era o início desse novo processo.
Por isso nem demoramos para descartar, mas ainda é um local que desejo muito ir, e tentar “driblar o sistema” porque é unânime que é lindo. O que me recomendaram é se organizar para fazer fora da temporada, pouco antes de dezembro ou entre março e abril, que é ainda quentinho, e que o custo fica mais acessível e com bem menos problemas para agendar.
Agora você já sabe o que fazer no sul da Ilha de Florianópolis, então bora aproveitar? E depois voltar contar aqui nos comentários sua experiência que vou adorar saber!
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